quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Arte e Natureza - Areia Colorida

Foi na busca de atividades que buscassem trabalhar com a sensorialidade provinda do mundo natural, que surgiu mais esta atividade. Tingir a areia de diversas cores e criar pequenos jardins e composições, unindo-as aos elementos da natureza.

Para colorir a areia, providenciei plásticos com fecho ziplock e corante alimentício. Poderia usar o pó xadrez ou a anilina comum mas, como a ideia era fazer com que as crianças brincassem com a areia colorida, preferi o corante alimentício por ser mais seguro quanto a possíveis alergias e irritações na pele.

As próprias crianças colocaram a areia no plástcico, que fomos buscar no tanque de areia da escola. Depois, com alguns pingos do corante e algumas borrifadas de água, elas misturaram e coloriram a areia dentro do próprio saquinho. Uma ótima atividade para amassar!! ;)



Depois de deixarmos a areia secar por alguns dias (em grandes travessas abertas), começou a diversão! Cada criança montou sua caixa de areia e foi criando sua obra, unindo-a com elementos da natureza.







Cor e composição foram conteúdos altamente trabalhados. Além da diversidade sensorial proporcionada por estes tipos de materialidades

Ao final, as caixas ficaram assim.






Para aqueles que tem um espaço bacana em sala na escola, acredito que seria interessante dispor a areia em grandes bacias, separadas por cor. E então, deixar à disposição, para que as crianças possam brincar com esses materiais sempre que possível.



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Túnel das Cores

Já fazia um tempo que eu pretendia utilizar tecidos translúcidos para se trabalhar aspectos da cor luz com os pequenos. Imaginava um túnel, ao ar livre, junto à luz do sol e do céu azul.
Em minhas ideias, o túnel seria uma passagem colorida, uma experiência pelas sensações das cores, com suas nuances, tonalidades e delicadezas.

Até que um dia levei meus filhos para a oficina para bebês no Museu Lasar Segall, ministrada pelo arte educador e ator Thiago Franco. Foi lá que eu me deparei com os mesmos tecidos e os aspectos da cor luz traduzidos para dentro da sala de aula.

E foi então, a partir desta oficina, que esta atividade já latente no meu mundo das ideias, tomou forma e apareceu.





De forma super simples, as crianças tiveram uma experiência que englobava cor, luz, espaço, desenho, corpo e movimento. 






As crianças ficaram seduzidas pelos tecidos, pelas cores e pelo túnel, no qual não paravam de passar. No momentos de quietude, desenhavam embaixo da mesa como se algo secreto estivesse acontecendo. As cartolinas foram aos poucos sendo preenchidas de traços e gestos dos pequenos. Os gizes grossos também  viraram objetos de investigação. Alguns extraiam sons de suas batidas, outros os organizavam pelo papel. Enfim, uma experiência riquíssima eu diria, com potencial incrível para inúmeras variações, projetos e aprofundamentos por parte das crianças e dos professores.

Desta oficina em particular eu poderia citar muitas coisas que eu mesma aprendi, mas a maior de todas foi a importância de olhar para o trabalho de outro arte educador e, do poder que a troca de ideias e experiências exerce em nosso trabalho. 

Muito bom. Muito bom mesmo!!


para mais ideias sobre desenho embaixo da mesa acesse: Desenho debaixo da mesa


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Arte e Natureza - Colagem da Natureza

Atualmente, muito se têm dito sobre a importância do contato das crianças com a natureza e os efeitos benéficos provenientes deste contato. Aproximar as crianças aos aspectos da natureza é fundamental em qualquer escola e para qualquer faixa etária.

Ao mesmo tempo, constata-se a realidade de muitas escolas que, infelizmente, não contam com áreas verdes em sua arquitetura. Árvores, terra batida, jardim, plantas, pedras, gramados entre tantos outros elementos, não fazem parte do espaço escolar.

Colagem da Natureza é uma atividade que pretende aproximar as crianças pequenas das cores, cheiros, formas e texturas presentes na natureza e, de forma bem simples, fazer com que esse contato seja repleto de descobertas e que desperte muitos sentidos.


Os elementos da natureza, coletados previamente pelas crianças, foram colocados sobre a mesa para uma exploração livre dos mesmos. Observou-se as cores, os formatos, os cheiros e as texturas. 

Essa aproximação gera bastante assunto pois há folhas lisas, grossas, pontudas... Pétalas que parecem camurça e pétalas extremamente frágeis. Há elementos que parecem ser revestidos de pelos, e outros que, apesar do formato rígido, são muito macios e gostosos de passar pelo corpo.



Enfim, infinitas são as possibilidades de descobertas e sensações partindo de somente alguns elementos naturais, visto que a natureza é infinita em sua diversidade.

Introduzir folhas que contenham cheiro também é de grande valia. Buscou-se na horta da escola algumas folhagens como alecrim, hortelã e manjericão, adicionando-se cheiro às investigações.


Iniciou-se assim a colagem coletiva sobre um grande pedaço de contact.




As crianças agiram com delicadeza e escolheram cada elemento a ser colocado sobre o contact. Ao final, colocou-se outro grande pedaço de contact por cima dos materiais. 

O efeito da transparência do contact aliado com à luz externa, realça as cores e as formas dos elementos utilizados. 





Resultado é instigante, interessante e bem bonito de se ver!





Para mais atividades com papel contact veja: Colagem de Miudezas


sexta-feira, 28 de abril de 2017

A arte contemporânea como uma possibilidade de escuta das expressões das crianças

O texto abaixo é um artigo do site Comkids que fala de maneira muito clara e interessante o porque se trabalhar arte contemporânea com crianças pequenas. Tendo a mesma linha de pensamento das ideias e atividades propostas por este blog, achei interessante postar o texto na íntegra aqui.

Boa leitura, reflexão e ação a todos!


As crianças de zero a três anos em suas aprendizagens são movidas pela percepção sensorial, pelo movimento e por uma necessidade de participação. Elas estão centradas em seu processo de produção e criação de brincadeiras. Esse é o mesmo movimento que muitos artistas contemporâneos têm buscado em seus modos de fazer arte. Podemos dizer que existe, entre a poética da criança pequena e os modos de fazer da Arte Contemporânea, uma similaridade de temáticas e de procedimentos que permitem uma conexão entre as experiências das crianças e os assuntos, temas, processos, produtos, performances e intervenções entre outros, que muitos artistas contemporâneos trazem em seus trabalhos. A possibilidade dos professores conhecerem a Arte produzida hoje é uma possibilidade significativa de ampliação dos campos de experimentação e sentidos das crianças. É nesse sentido que podemos dizer sobre a existência de um diálogo entre a produção realizada no agora e os saberes e fazeres das crianças.

É nesse sentido que o contato dos professores com a Arte Contemporânea, num contexto formativo dá visibilidade às construções das crianças. Podemos citar, por exemplo, a ênfase dada ao corpo como suporte e meio na arte atual e a necessidade da gestualidade, movimento e ação no contexto da aprendizagem infantil. Provocar diálogos entre as crianças e artistas como Hélio Oiticica, Ligia Clark, Olafur Eliasson, Antony Gormley e Amélia de Toledo entre outros, poderia vir a ser uma criação de espaços-tempos para instigar e inspirar as professoras para pensar sobre seu ambiente, as relações, o cuidado e, sobretudo, a autonomia a ser construída com as crianças.Essa interface entre Arte Contemporânea e as crianças pequenas foi o que originou o Projeto Conexões [1] que criou um contexto interessante para a formação dos professores; partindo de um olhar para os saberes das crianças para buscar compreender como esses artistas poderiam ampliar os campos de experiências em que as crianças estavam agindo.
Um aspecto importante é que, nesse cenário, o professor se torna um pesquisador, que vivência uma pesquisa e intervenção pautada num olhar sobre a criança. Tanto ele, quanto a criança estão envolvidos numa busca de sentidos. Para apoiar o professor na investigação de sua prática, partimos da elaboração de sequências didáticas (uma série de atividades que são construídas partindo das hipóteses iniciais do professor a respeito de como essas ações podem criar campos de experiência ampliados com as crianças). Na construção desse processo o professor, assume o lugar de quem reflete antes da ação, durante a realização das sequências e após a realização deste trabalho, construindo uma sistemática de observação e acompanhamento, documentada e constantemente retomada. A inserção artística dos professores, as visitas aos Museus e a ênfase em experiências estéticas vividas alargou as percepções e ampliou culturalmente as atividades criando diálogos com as crianças. Essa é uma forma de construir conhecimentos e de aprender a tomar decisões, questão central na prática educativa. Dessa maneira as situações formativas propiciaram que o conhecimento criasse sentido para os professores e para as crianças, pois está inserido na dimensão das percepções, sentimentos e sentidos em contextos históricos – sociais nos quais educação, cultura e sociedade interagem criando novas relações e saberes.
[1] Projeto de Formação de Professores realizado em 14 creches da Região Sul da Cidade de São Paulo. Realizado pelo Instituto Avisa lá, CENPEC, IMPAES de 2013 a 2016, com a participação das formadoras: Cinthia Manzano e Mariana Americano
Denise Nalini é Consultora em Arte, Educação Infantil e Cultura.

Texto original em: http://comkids.com.br/a-arte-contemporanea-como-uma-possibilidade-de-escuta-das-expressoes-das-criancas/

Muitas ideias e atividades sobre os artista que foram citados neste artigo, se encontram neste blog :)


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Oficina para bebês: Possibilidades da Bexiga

A bexiga exerce um verdadeiro fascínio nas crianças. Elas gostam de vê-las encher, brincar e até mesmo estourar. Mas, quando pensamos em bexigas, pensamos em festa. Tentei assim investigar as possibilidades da bexiga, oferecendo diferentes formas de brincadeiras e explorações com o uso deste material. E tentei também, retirar o universo de festa infantil que ela contém. Novamente, organizei o espaço para que as crianças pudessem se deslocar livremente e brincar com tal materialidade.

E assim ficou a oficina.


Bexigas penduradas para empurrar, bexigas grudadas na parede para extrair sua sonoridade, bexigas cheias com gás hélio para voar, uma caixa cheia de bexigas para entrar, uma vasilha com bexigas preenchidas com sementes, bolinhas de gude, farinha entre outros para sentir, bexigas soltas para brincar.





















A ideia da caixa de bexigas eu tirei de uma obra da Lygia Clark que ficou em exposição na Pinacoteca do Estado de São Paulo há alguns anos atrás. A obra era um túnel preenchido de bexigas para atravessar. A sensação desse "atravessamento" foi incrível, e tentei recriá-lo de forma que os bebês pudessem experimentar. Pena que não tenho nenhuma imagem desta obra da Lygia Clark. De qualquer forma, a caixa foi um sucesso! E a oficina, bem animada!!


terça-feira, 18 de abril de 2017

Oficina para bebês: Bolas, Bolinhas Bolões

Pensando na diversidade de experiências que podemos oferecer aos bebês, criei a oficina "Bolas, Bolinhas, Bolões".




Meu intuito era que as criança pudessem brincar com a forma circular de muitas maneiras, ampliando assim seu repertório visual e de brincadeiras. A organização da sala foi fundamental para que a crianças circulassem com liberdade pelas "bolas" oferecidas.


                                      Bolinhas de gel para mexer


Bolas de gude dentro de bexigas para fazer barulho

                          Bolas penduradas para empurrar

                              Bolinhas diversas para brincar

            Uma grande bola para sentar, pular e rolar

Além de lúdico, insere-se também o conceito BOLA! É uma de infinitas formas de propiciar momentos de exploração, investigação e criação para os pequenos.