Mostrando postagens com marcador atividade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador atividade. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de março de 2014

Saquinhos Relacionais


Foi inspirado nos Objetos Relacionais da artista Lygia Clark, que foram criados os Saquinhos Relacionais. 

Nos Objetos Relacionais, a artista oferece sacos plásticos cheios de sementes, ar ou água, ou meias-calça contendo bolas, pedras e conchas, para que o público crie relações com os objetos por meio de sua textura, peso, tamanho, temperatura, sonoridade ou movimento (ver Lygia Clark)

Os Saquinhos Relacionais portanto configuram uma atividade investigativa e exploratória de texturas e sons, sendo realizada com crianças de 2 a 3 anos. 


      Os saquinhos foram preenchidos com gel de cabelo, água e conchinhas, água e farinha, farinha e alpiste. 

      O saquinho com água e conchinhas tende a ter uma vida mais curta, pois estoura mais facilmente. Também é preciso ficar atento para o que contém gel, pois pode estourar, e, na pior das hipóteses, alguma criança ingerir.

      Mas, mesmo com tais precauções, acredito que a atividade valha a pena. As crianças se encantam com as conchinhas e adoram mexer com o gel. De longe são os prediletos!







      Além destes saquinhos de plástico, também ofereci às crianças meias-calças com miçangas (o que conferiu sonoridade à atividade juntamente com o saquinho de conchinhas que simula um barulhinho de mar), meias-calças com uma bola de tênis (induzindo ao movimento) e bexigas preenchidas com massinha de modelar (ótimas para apertar com força).





      Disponibilizei todos os materiais em cima da mesa e, com grande admiração, constatei o quanto essas pequenas crianças conseguem se organizar para experimentar todos os materiais. Importante também foi perceber que o tempo de cada um com cada material foi respeitado, gerando uma experiência sensória completa!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Ditado da História em Desenho

Adoro esta atividade. Já fiz com crianças de 5 a 8 anos e, em todos esses grupos, a resposta foi muito positiva.

A ideia é simples: munidas com uma folha de sulfite e um lápis grafite, as crianças desenham enquanto ouvem a narrativa de uma história contada pelo professor. O desenho e a história devem caminhar juntos. Logo, é importante se demorar um pouco durante a narrativa para que todos possam desenhá-la. Quando o papel da criança acabar, o professor cola outra folha de sulfite de forma a continuar àquela em que a criança estava desenhando. O número de folhas a serem acrescentadas varia de acordo com o tamanho da história e com o traço de cada criança ao desenhar.







Ao final temo o ditado do desenho da história.



Essa é a proposta geral. Mas acredito que ela vá bem mais longe do que um desenho com adição de folhas.

Em uma atividade como esta, o professor, além de estimular o desenho, pode incitar a imaginação de cada um. Por meio da história, o professor pode inventar enredos fora do comum, cenários estranhos e personagens diferentes. O professor pode descrever com detalhes o que cada um desses elementos poderia conter. Alguns podem pensar que isso direcionaria demais a produção dos pequenos, mas o fato é que dificilmente eles seguem fielmente a descrição dada pelo professor. O mais comum é um despertar da imaginação. Se o professor descreve um mostro com um olho e antenas gigantes, logo uma criança acrescenta que o dela terá três cabeças e garras enormes, uma outra diz que ele será manchado e assim por diante. O importante é o professor manter este grau de liberdade, tendo em mente que o ditado da história é somente uma forma de ampliar as possibilidades de desenhos de cada criança. É um ótimo recurso para que elas variem seu repertório gráfico.

Pela minha experiência com esta atividade, as crianças se envolveram bastante e gostaram de mostrar aos amigos seus desenhos.

O fato de se adicionar folhas também serve como estímulo à atividade. Eles se surpreendem com a quantidade de folhas que usaram. E, a forma de colá-las, pode variar, criando-se assim novas composições.


terça-feira, 23 de julho de 2013

Pelas Pinturas de Leda Catunda - Atividade IV

Como última atividade relacionada à obra de Leda Catunda, as crianças pintaram sobre um tecido estampado.

Foram mostradas obras em que a pintura ou o desenho realizado sobre um tecido industrialmente estampado, estabeleciam algum tipo de relação com a estampa.


 Xica, a gata/Jonas, o gato, 1984, acrílica sobre pelo artificial e luz


 Roupas, 1990, acrílica sobre tecido

 Aquário Redondo, 1984, acrílica sobre plástico
Aquário, 1984, acrílica sobre tela e plástico

Também foi retomado o processo trabalhado na  Atividade I , em que a artista escondia/revelava partes das estampas, instigando nosso olhar.

Cada criança recebeu um pedaço de tricoline estampado. Foi o tecido com maior variedade de estampas e mais em conta que achei.

E enfim, eles pintaram com tinta acrílica sobre o tecido. Como esta tinta tem um cheiro muito forte, é importante que ela seja utilizada em um lugar aberto e ventilado.










As obras finais, podem ser vistas abaixo. Uma penas as fotos não terem ficado muito nítidas, mas é difícil lidar com a luz de ambientes improvisados!!

























































Como podemos perceber, houve de tudo nestes trabalhos. Pinturas inspiradas nas obras de Leda, pinturas em que houve o diálogo com as estampas dos tecidos e pinturas que somente tomaram o tecido como suporte.

Na hora da pintura houveram comentários em relação ao pintar sobre o tecido que, por ser um suporte "mole", causaria certa dificuldade, diferente de pintar sobre um papel canson por exemplo.

É deste tipo de descoberta e experiência que tentei priorizar durante todo este processo, embebidos pela obra de uma artista brasileira viva, como as crianças mesmo faziam questão de ressaltar.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Pelas Pinturas de Leda Catunda - Atividade III

Foi difícil escolher o caminho para dar prosseguimento ao estudo da obra da artista Leda Catunda. Isto porque haviam muitos percursos distintos a serem percorrido. Um deles, seria o tema Bichos pois, além de haver muitas obras com representações de animais, é comum crianças pequenas terem um fascínio sobre o tema.

Acabei optando por uma produção que inovasse em sua estética visual, ampliando assim o repertório dos pequenos. Trabalhei com as 'pinturas moles', conceito desenvolvido pela artista para se referir a maciez existente em suas pinturas que envolviam grandes relevos como suporte.


Barriga, 1993, acrílica s/ tela



Cinco Línguas, 1995, acrílica s/ tecido





Duas Gotas, 1995, acrílica s/ tela


Três Montanhas, 1993, acrílica s/ tecido



Mosca, 1994, couro, acrílica s/ tecido e tela



Besouro, 1994, couro, acrílica s/ tela


Língua, 1995, acrílica s/ tela e veludo

Gotas Transparentes, 1996, acrílica s/ tela e plástico


Mosca IV, 1996, acrílica s/ tecido


Mostrei as obras às crianças e então entreguei a elas um pedaço de papel craft, espuma, tecidos e papel crepom. Cada criança escolhia entre o tecido e o papel crepom. Elas recortaram o tecido e/ou papel crepom na forma que queriam e, com a ajuda de um adulto, preencheram o tecido e/ou crepom com espuma sobre o papel craft. Depois, colaram as bordas. Na aula seguinte, pintaram sobre a superfície mole de seus trabalhos.








Depois de secos recortamos os relevos, retirando-os do papel craft, e, fizemos obras coletivas, respeitando o que cada criança quis representar com seus trabalhos. Tivemos assim:

gotas,




 línguas,


 corações,

e almofadas. 





Outros trabalhos, por suas especificidades, ficaram sozinhos.