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domingo, 17 de junho de 2012

Exposição Alberto Giacometti - Educativo

Clube do Professor é um programa da Pinacoteca do Estado que, de tempos em tempos, realiza encontros de professores para discutir e trocar ideias, baseado nas exposições da Pinacoteca.

O último encontro foi inspirado na exposição de Alberto Giacometti, Coleção da Fondation Alberto et Annete Giacometti, Paris. Eu, particularmente, sempre gostei das obras de Giacometti. Ver-las ao vivo foi maravilhoso.


No encontro, houve  primeiramente uma discussão sobre o que é experiência e depois sobre leitura de imagem. Na sequência fomos visitar a exposição. Eu já havia a visitado antes mas é sempre bom ver de novo. E, por fim, foi proposto uma breve atividade.


Segue aqui os autores, e seus dizeres, que inspiraram a discussão.

O que é experiência?

Segundo Jorge Larrosa: "É preciso uma intenção forte do educador para que o aluno seja tocado por uma experiência." Ainda segundo ele, a qualidade da experiência dependeria de uma passividade do aluno ao receber o que o outro (professor) tem a oferecer.

Para John Dewey, se a pessoa não é tocada pela afetividade/emoção, não há vivência da experiência.


O que é leitura de imagem?

Segundo Analice Dutra Pillar , "interpretar é confiar em si mesmo, é revelar intuição, inteligência, imaginação e combiná-las com conceitos e observações realizadas. Enfim, é apropriar-se de uma imagem nem sentido próprio e especial."

Para Maria Helena W. Rossi, "não há leitura de imagem que não seja influenciada pela experiência de vida do leitor. Ao mesmo tempo, a leitura estética vai ampliar a leitura do mundo."


Como experiência poética, foi proposta a seguinte atividade. Nos ofereceram diversos cartões (cerca de 100) alguns com imagens das obras de Giacometti, outros com palavras. Tínhamos então que agrupar estes cartões seguindo qualquer critério, estabelecido pelo grupo.

 
 (A foto está horrível mas serve para ilustrar os cartões!)

 Esta é uma atividade que os educadores da Pinacoteca propõem aos grupos que visitam a exposição.

Achei interessante ver as inúmeras formas de organização dos cartões e também a quantidade de vocabulário contidas neles.

Acredito que, ampiando o repertório de palavras acabamos ampliando também nossa percepção e leitura de imagens, obras e de mundo, não é mesmo?!


terça-feira, 15 de maio de 2012

Wolfgang Tillmans - O Corpo da Imagem

Este fim de semana teve um encontro do programa Contatos com a Arte para Professores, promovido pelo MAM-SP.
O tema foi a exposição de Wolfgang Tillmans que está no museu.
Não conhecia o trabalho de Tillmans e então, tudo foi uma grande surpresa. Além de achar os coordenadores do curso muito bons, a exposição é bem interessante, vale a pena dar uma olhada.
Por agora, tentarei colocar em poucas palavras o que apreendi no curso e depois, explicar a atividade prática proposta.



A carreira Tillmans começou com a pintura, seguiu para experimentos com xerox pelo desgaste de imagens e, passou para a fotografia de moda.

Seu trabalho ganhou maior visibilidade em 2008, quando ocupou uma sala especial na Bienal de Veneza.

Apesar de trabalhar com imagens fotográficas, Tillmans não se considera um fotógrafo. Para ele, pouco importa os processos técnicos inerentes à fotografia para gerar uma imagem, o que importa são as imagens. Não há fetiche. Há imagens, e as relações que elas estabelecem entre si.



Desta forma, Tillmans rompe com valores existentes na fotografia (e na arte). Na exposição vemos um grande xerox emoldurado e uma impressão de altíssima qualidade, no melhor tipo de papel, exposto a luz e pendurado com pequenos grampos na parede do museu.

Por esta mesma linha de pensamento, surgem as dobras. Tillmans faz a atenção se voltar para o "objeto" fotográfico. Traz a consciência do papel, fazendo a fotografia dialogar com o espaço.


Há imagens grandes, pequenas, em lugares inusitados e inclusive, a repetição de uma mesma imagem.

Tillmans inovou na forma de pensar uma exposição. Cada exposição é única, assumindo um pensamento de site specific. A obra de Tillmans é o espaço expositivo, como se cada imagem fosse uma peça que, só faz sentido dentro do todo.

Para saber mais visite o site www.tillmans.co.uk e vá na exposição.

ATIVIDADE PRÁTICA

A atividade prática proposta focou dois aspectos da obra de Tillmans: o desgaste das imagens pelo xerox e a busca pela tridimensionalidade da imagem.

Na sala haviam três retroprojetores, sendo um deles um projetor de sólidos, e diversos materiais como tecidos, papéis, potes, lanternas, flores e fotografias que haviam sido desgastadas pelo xerox e impressas, tanto em papel comum como em transparência. Essas fotografias foram solicitadas aos participantes e foram enviadas por email antes do curso.

A ideia era que produzíssemos imagens pela projeção dos objetos, tendo o desgaste como caracteristica estética e buscando as dobras, o corpo da imagem. Segue algumas imagens realizadas no encontro.




 E as fotografias desgastadas pelo xerox.