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terça-feira, 12 de março de 2013

Ioiô no Varal

Construir brinquedos em aulas de artes é sempre uma boa opção. Além das crianças aprenderem a confeccionar algo lúdico, elas saem da aula brincando, o que é uma delícia.

Porém, gosto desta atividade pelo desafio que ela propõe.

Fizemos um ioiô. Uma bola de jornal amassado, envolta em fita crepe para manter sua forma e presa a um elástico. É simples e os pequenos adoram.

O verdadeiro desafio estava em pintá-los pendurados em um varal.


As crianças se animaram em pintar seus ioiôs de forma tão diferente. No entanto, suspensos no ar, qualquer toque do pincel os fazia balançar. Algumas crianças entenderam isso rapidamente e se empenharam em pintá-los de forma delicada. Para essas, o silêncio e a concentração imperaram durante a atividade.






Já outras crianças não conseguiram lidar com tal dificuldade. Iniciaram reclamando e passaram a segurar seus ioiôs, conferindo-lhes assim maior firmeza no pintar.


Independente da reação de cada um, o que vale nesta atividade é a experiência de uma nova forma de pintar, retirando as crianças da estabilidade de seus materiais e despertando-as à novas possibilidades de se fazer arte.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Pintura no Plástico

Um dia chegou na escola um plástico transparente bem grande. Não sei ao certo o porquê do plástico estar lá mas, assim que o vi, me lembrei de uma das atividades do livo Baby Art.

Utilizar um material transparente como suporte para se fazer pintura me pareceu interessante.

Como não havia uma estrutura parecida como a do livro, dispus o plástico de outra forma. Fiz dele uma parede na qual se podia pintar de ambos os lados.




As crianças, entre 2 e 3 anos, ficaram "quase" enlouquecidas com a dinâmica da aula. 

A ideia era que elas, simplesmente, pintassem o plástico. No entanto, a estrutura do suporte ofereceu novas possibilidades de movimento. As crianças deslocaram seus corpos de um lado para o outro, lidaram com o fato do plástico ser continuamente movimentado pelo passar dos pincéis das outras crianças e, pela transparência, podiam ver os amigos que se encontravam do outro lado.





Tudo isso conferiu à atividade uma dinâmica bem agitada e cheia de movimento.


Mas, neste misto entre brincadeira e arte, em nenhum momento elas se mostraram desinteressadas, e os trinta minutos da aula passaram bem rápido.


domingo, 16 de setembro de 2012

Teresa Viana e as Possibilidades da Pintura - Propostas de Atividades

Após reconhecer no trabalho da artista Teresa Viana um viés, para apresentar as possibilidades da pintura às crianças de 4-5 anos, (ver Teresa Viana e as Possibilidades da Pintura - Introdução) fizemos as seguintes atividades:

Pela percepção das linhas e das cores intensas presentes na obra da artista, fizemos recortes/colagem de papéis coloridos em tamanho gigante. Cada turma que chegava, ia acrescentando recortes de linhas coloridas à colagem.




Fizemos uma pintura sobre tela, buscando a estética observada nas obras. Utilizamos tinta plástica, o que conferia uma viscosidade maior da tinta.




Partindo para as massas, utilizamos massinha de modelar, esticando-a e amassando-a dentro de molduras já prontas. Criou-se assim a percepção da massa como possibilidade presente na arte.



E, fizemos uma massa colorida, misturando farinha, sal, cola, água e tinta guache para, finalmente, chegarmos aos relevos tão presentes nas pinturas da artista.




Depois de prontas as massas, as crianças aplicaram-na em um suporte de madeira branco. Novamente, cada turma que fazia a atividade, ia adicionando suas massas coloridas sobre o suporte, até ela ficar inteiramente revestida.




Dentre tais atividades, as crianças puderam inovar no tamanho e no formato de seus trabalhos, explorar os sentidos tanto visuais quanto táteis, além de ampliarem seu repertório estético.

Todo este processo, resultou numa bela exposição!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Teresa Viana e as Possibilidades da Pintura - Introdução

Queria trabalhar massas com as crianças, de forma que, ao final do processo, houvesse algum resultado visual e não somente a exploração.
Neste contexto, a coordenadora de artes da escola na qual eu trabalhava, me apresentou à obra da artista brasileira Teresa Viana. Reconhecemos no trabalho dela uma forma para que as crianças se aproximassem das possibilidades da pintura contemporânea. Criou-se assim um pequeno projeto.


                                                                                                Pintura, 2001

                                               Pintura Expandida, Paço das Artes, 2003

                                                                 Pintura, 2005

 
                                                                                    Colagem, 2006

Teresa Viana (1960), é um artista carioca radicada em São Paulo.
Sua obra seduz pela cor. Mas, para além das intensidades cromáticas, sua pintura é volumosa.
Maria Alice Milliet escreve:

"A exuberância da matéria é revelada pela presença subversiva dos pigmentos, da "cor desejada", tão diferente da cor domesticada, daquela que pretendendo ser fiel à natureza não passa de dado convencional. A ousadia da cor estimula a percepção, não deixa ninguém indiferente, desperta o olhar de seu sono de mesmice, atrae ou repele. O pigmento chega a extremos de provocação ao impregnar a massa densa, dútil, capaz de encrespar superfícies, solicitando o toque ou ao menos, o tatear com os olhos.
Depois do impacto inicial, é apreciar ou recusar. Fica assim, por um momento, perplexo quem vê os quadros de Teresa Viana pela primeira vez. Prosseguir na observação é permanecer cativo da tensão que agita o plano da tela em ondas, sulcos, redemoinhos, em vibrações pictóricas exacerbadas. Render-se ao estímulo sensual é coisa que pouca gente consente. Logo, o observador procura reconhecer alguma forma, algo conhecido, ver o que pode tirar daquele caos. Começa por achar uma flor, talvez várias num lago ou uma paisagem com vegetação e por aí ..."


Inspiradas na obra da artista, desenvolvemos quatro atividades: colagem gigante, pintura com massa,  pintura com massinha de modelar e pintura sobre tela.
Todas serão relatadas aqui.

Para saber mais sobre a artista acesse http://www.teresaviana.com.br/index.php

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Labirinto

Desde de que comecei a dar aulas de artes para crianças de 2 anos achei que, apesar delas serem pequenas, grandes trabalhos se adequavam melhor a elas.

Criei então um Labirinto que envolveu algumas etapas.

Não posso deixar de relacionar a ideia deste Labirinto às minhas aulas de Escultura na faculdade, em que os professores nos desafiavam a investigar a natureza e as possibilidades de materiais diversos. Foi então com a prática deste olhar para um rolo de papel ondulado que me surgiu o Labirinto.

Peguei um grande pedaço do rolo de papel ondulado (grande mesmo).

Estiquei-o no chão e convidei as crianças a pintarem usando vassourinhas.

 

Para pintar o outro lado, me inspirei no livro Baby Art de Anna Marie Holm e montei uma torre. Foi muito interessante ver o movimento das crianças na atividade. Entre pintar e andar em volta da torre, sempre surge uma brincadeira.


Com um lado imerso em cores quentes e o outro em cores frias, deu-se início ao Labirinto.




Conforme as aulas foram acontecendo e, com a participação das professoras de sala, fomos criando histórias e mudando o formato do papel. Às vezes, ele formava um círculo todo em cores quentes. Ali se tornou o caldeirão da bruxa e todas as crianças ficavam dentro. Já do lado das cores frias, era a floresta  ou o fundo mar e assim por diante.

Apesar das crianças menores, de 2 a 3 anos terem pintado o Labirinto, levei-o para outras turmas, para que todas as crianças pudessem experimentá-lo.