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terça-feira, 27 de novembro de 2012

A Paisagem da Janela

Estimular o desenho em seus diversos formatos é fundamental nas aulas de artes visuais. Nesta atividade procurei trabalhá-lo de forma simples, porém lúdica.

Cortei uma folha de papel sulfite A4 ao meio no sentido horizontal. Dobrei as extremidades da tira de papel levando-as ao meio, formando uma janelinha.



Neste formato, pequeno e lúdico pelo fato de abrir e fechar, instiguei meus alunos de 6 anos a desenharem uma paisagem.

Poderia ser a paisagem da janela de suas casas ou quartos, ou uma paisagem da cidade, que viam ao vir ou voltar da escola. Pelo pequeno tamanho do papel, os estimulei a pensar sobre os detalhes presentes nesta paisagem que nem sempre aparecem nos desenhos, como fios elétricos, postes, lixeiras, faixa de pedestres, bicicletas, varandas, portões, semáforos, entre outros.

Depois desta pequena conversa cheia de memórias, entreguei lápis 6b e lápis de cor.







É interessante observar como as crianças lidaram com todos os elementos na organização do desenho. 

Nesta atividade buscou-se também ampliar o repertório gráfico de cada criança, que poderá vir a enriquecer desenhos posteriores.





As crianças se dedicaram a desenhar a paisagem com seus detalhes e também em decorar a janelinha por fora.



O resultado é um trabalhinho charmoso e com bons desenhos para serem olhados.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Desenho debaixo da mesa

Arte, corpo e criança formam a tríade fundamental para pensar atividades em arte e educação. Principalmente, no que se destina à Educação Infantil.

Sempre que busco uma proposta diferente, procuro priorizar este aspecto, essa união do corpo com o fazer artístico. Atualmente, encontramos diversos livros e autores que enfatizam este olhar.

Anna Marie Holm já nos disse isso no livro Baby Art e Stela Barbieri nos reafirma essa união no livro Interações: Onde está a arte na infância?, de onde extraí este parágrafo:

"Na arte contemporânea existe um espaço privilegiado para se discutir as questões relativas ao corpo. Muitas obras utilizam o corpo do artista e a percepção corpórea do espectador como partes de sua constituição. O corpo também é espaço privilegiado para as crianças pequenas. Para elas, nada é mais natural do que experimentá-lo. É comum que queiram passar por lugares bem estreitinhos; se desafiar no espaço, experimentar seu corpo de outro jeito - as aulas de artes podem se tornar um espaço de experimentação."

E é impressionante como atividades como essas dão certo, e as crianças, realmente aproveitam.

Um dia, propus às crianças que fizéssemos desenhos debaixo da mesa. Exatamente lá, naquele lugar muitas vezes proibido.

Coloquei papéis debaixo da mesa de forma bem simples, grudando-os com fita crepe.




Depois, explicava a elas o local aonde estavam os papéis, para desenhar daquele dia. Elas já se animavam. Em algumas salas, nas quais as crianças não haviam me visto preparar a atividade, eu as instiguei a procurar os papéis pela sala.  Elas nem desconfiaram que poderia estar debaixo da mesa.

Enfim, com um material bem simples, começou a atividade.


Com exceção de bem poucos, todos se animaram em ficar debaixo da mesa, desenhando.
Para uns, o movimento era constante. Sai de uma mesa, troca de giz, entra em outra etc. Já outros, adoraram a possibilidade de desenhar deitado.


E, como professor também tem que participar, lá fui eu também pra debaixo da mesa.
Parece que lá embaixo tudo muda. Todos estão deitados. Você só vê seus rostinhos interessados nos seus desenhos, pedindo outros, gostando de estar lá.
Adorei e recomendo.



quinta-feira, 19 de julho de 2012

Desenho com Carimbos

E quem não gosta de carimbos?
Sempre olhava para uma caixa cheia de carimbos e me questionava: "Carimbos são tão legais mas, o que fazer com eles?"
Foi então que um dia, procurando imagens em revistas, achei essa propaganda da Tim. Um homem feito de carimbos de correios.


Decidi propor às crianças que fizessem desenhos com carimbos. Não preciso dizer que elas adoraram mexer com os eles. Alguns se perdiam na proposta, encantados com o simples ato de carimbar. Outros, conseguiram se manter fiéis às suas ideias e esboçaram alguns desenhos.
Mas meus alunos são pequenos. Imagino o que poderia surgir ao fazer isso com crianças maiores.
Enfim, segue alguns desenhos carimbados.


Uma forma de usar carimbo sem usar aquela tinta difícil de sair da mão, é passar tinta guache com um pincel chato sobre uma esponja qualquer.

Se os alunos forem maiores, eles podem inclusive fabricar os próprios carimbos.

Recentemente, vi um video do artista e ilustrador Fernando Vilela em que o aparecia, rapidamente, criando uma ilustração com carimbos. Segue o link. 

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI308624-10532,00-FERNANDO+VILELA+O+ARTISTA+PLASTICO+DO+II+TROFEU+MONTEIRO+LOBATO+DE+LITERATU.html

De repente, é um passo para um projeto de gravuras ou ilustrações.