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domingo, 19 de agosto de 2012

Colagem de Miudezas

Foi pesquisando no livro "Iniciação à arte para crianças pequenas", de MaryAnn Kohl, que tirei esta ideia.
Queria trabalhar colagem com as crianças de 2 anos, mas não estava com vontade de usar cola e fazer aquela meleca.
Então, vi uma colagem feita diretamente sobre contact, utilizando pequenos objetos.


No livro, a autora indica a utilização de sementes e grãos. Já eu preferi utilizar estrelinhas, pedacinhos de papel, miçangas, lã.

O processo desta colagem foi bem interessante. Primeiro, as crianças ficam intrigadas com o contact. Elas não se aguentam e colocam a mão inteira nele. E então, vão tentando se desgrudar do contact ao mesmo tempo que o vão colando em outras partes. Chega a ser engraçado.


Algumas crianças realmente não se entendem com ele. Neste caso, é preciso de ajuda.
Depois, fui colocando sobre a mesa as miudezas. A concentração é total. Elas se esforçam com suas mãos gordinhas e desajeitadas para pegarem os materiais.


Depois de feita a colagem, grudei o contact em papel lumi de diferentes cores, e reforcei as laterais com duréx.




Esta colagem também pode ser colocada em vidros de janelas para aproveitar a transparência do contact. E, os materiais a serem utilizados, são infinitos.

Agora, muito cuidado se algumas crianças costumam colocar objetos na boca. Neste caso, é melhor fazer outra atividade.

Os pequenos acharam "lindo!" o trabalhinho. Mas também, fica colorido, ajeitado e chamativo. Com cara de criança.









domingo, 12 de agosto de 2012

Ernesto Neto

A revista Avisa Lá (agosto/2011) publicou uma matéria sobre uma proposta de atividade um artes, que abrangia a obra do artista Ernesto Neto.


Achei o resultado tão interessante que resolvi fazer o mesmo.
A obra do artista Ernesto Neto (1964) se situa entre a escultura e a instalação. O artista cria espaços que solicitam mais que a experiência visual, aguçando todos os sentidos.O corpo prevalece como o centro de sua proposta poética.


Pensando então na integração do corpo à experiência artística da criança, fiz uma instalação na escola procurando oferecer novos estímulos sensoriais.
Solicitei às crianças que trouxessem uma meia-calça velha e separei diversos materiais passíveis de serem usados como areia, espuma, grãos, pedrinhas, bolas de tênis ou de isopor, bexigas, massinha, jornal, papel celofane, pequenos instrumentos musicais como caxixi, sino de vaca, ganzá e cheiros como café, canela e cravo.



Após observarem algumas obras do artista, cada criança foi preenchendo um pé de meia-calça com esses materiais. Depois de finalizado, essas meias foram sendo colocadas no pátio. Já durante o processo de criação da instalação, as crianças puderam desfrutar de todas as sensações, tocando, sentindo os aromas, ouvindo alguns sons e enriquecendo sua poética visual.



Uma combinação que fez bastante sucesso foi preencher bexigas com massinha de modelar. Fica um pouco dura e boa de apertar.





Para saber rmais acesse:  http://www.avisala.org.br/


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Massa de Maisena

Uma vez, a coordenadora da escola em que eu trabalhava me disse assim: "Eu acho que todas as pessoas deveriam pintar com as mãos."
Adorei este comentário.
Fiquei pensando como nos esquecemos que coisas boas, como colocar a mão na tinta por exemplo, não deveriam ser somente "coisas de criança".
Tenho essa mesma sensação em relação a massa de maisena. É diferente, quase hipnotizante. Eu mesma adoro mexer.


A receita é simples: água e maisena.
Procure uma consistência em que a massa não fique líquida nem sólida. O ideal é que ela tenha certa resistência ao ser pega, dando a sensação de ser dura. Mas, quando na mão, ela escorre e se desfaz como algo mole.


Antes de misturar a maisena com a água, é interessante fazer com que as crianças sintam a maisena em pó. Ela é bem mais fina e macia que a farinha.

Com as crianças pequenas é bom dar alguns instrumentos, como palitos de sorvete, para que elas explorem bem a massa.

E não se assustem com a sujeira pois essa massa é inacreditavelmente fácil de limpar, tanto as mãos quanto as vasilhas. Basta colocar na água e pronto. Ela desaparece.


Mas atenção, essa massa não serve para modelagens. Seu único objetivo é explorar, mexer e sentir. E é até por este descompromisso que eu a acho bem interessante. Mãos na massa então!




terça-feira, 31 de julho de 2012

As silhuetas de Michel Ocelot

Após as crianças assistirem a animação Príncipes e Princesas de Michel Ocelot, gosto de trabalhar com elas atividades que envolvam luz, sombras e silhuetas.


Há infinitas possibilidades de trabalho com esta temática que, inclusive, pode se tornar um pequeno projeto em artes visuais. Por ora penso em teatro de sombras, fotografias, capturas de sombras com desenho, atividades que envolvam o retroprojetor ou mesmo, animação.

Uma forma é trabalhar como Michel Ocelot, com recortes de silhuetas de papel.

Recortes de silhuetas de Michel Ocelot em papel preto para "Principes e Princesas", e em papel branco para "Os Três Inventores"

Entreguei às crianças papel preto e tesouras. Se elas forem muito pequenas (de 6 a 7 anos), procuro fazer com que elas desenhem com a tesoura mesmo, pois, se elas desenharem com lápis para depois recortar, o desenho se perde. Depois disso, cola-se em um papel vegetal, colorindo-o com canetinhas hidrocor.
Ao se colocar o trabalho contra a luz (pode ser no vidro de uma janela), tem-se esse resultado.


                                                    Trabalhos na janela 

Uma outra forma de aproveitar mais a questão da luz e da sombra, aprendi com uma amiga professora.
Primeiro as crianças recortam as silhuetas em papel branco (o canson mesmo). Depois gruda-se os recortes com pedacinhos de fita crepe por baixo em outro papel canson branco. Com rolinhos, pinta-se todo o papel com as silhuetas grudadas com tinta preta. Ao final do processo portanto cria-se dois trabalhos, um com luz e o outro, com sombra.






quarta-feira, 25 de julho de 2012

Tramas, Linhas e Fios - Final

Seria lindo dizer que a última atividade deste pequeno projeto foi a realização de esculturas de arames.
As crianças teriam tido a oportunidade de explorar as linhas no espaço em sua possibilidade mais "tradicional", ou seja, criando uma escultura. Com certeza elas teriam adorado.
Ia solicitar a compra de arames simples e encapados quando descobri que havia muitos fios encapados velhos em outros setores da escola.  E então, tentamos nos comunicar com tal setor para usar aqueles velhinhos mesmo. Mas, devido as dificuldades de comunicação, eles nunca chegaram. E o semestre acabou.
;)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Desenho com Carimbos

E quem não gosta de carimbos?
Sempre olhava para uma caixa cheia de carimbos e me questionava: "Carimbos são tão legais mas, o que fazer com eles?"
Foi então que um dia, procurando imagens em revistas, achei essa propaganda da Tim. Um homem feito de carimbos de correios.


Decidi propor às crianças que fizessem desenhos com carimbos. Não preciso dizer que elas adoraram mexer com os eles. Alguns se perdiam na proposta, encantados com o simples ato de carimbar. Outros, conseguiram se manter fiéis às suas ideias e esboçaram alguns desenhos.
Mas meus alunos são pequenos. Imagino o que poderia surgir ao fazer isso com crianças maiores.
Enfim, segue alguns desenhos carimbados.


Uma forma de usar carimbo sem usar aquela tinta difícil de sair da mão, é passar tinta guache com um pincel chato sobre uma esponja qualquer.

Se os alunos forem maiores, eles podem inclusive fabricar os próprios carimbos.

Recentemente, vi um video do artista e ilustrador Fernando Vilela em que o aparecia, rapidamente, criando uma ilustração com carimbos. Segue o link. 

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI308624-10532,00-FERNANDO+VILELA+O+ARTISTA+PLASTICO+DO+II+TROFEU+MONTEIRO+LOBATO+DE+LITERATU.html

De repente, é um passo para um projeto de gravuras ou ilustrações.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Jogos de Autorretrato

Jogos são atividades muito interessantes para se trabalhar arte em sala de aula. As crianças se aproximam das obras, recebem informações, fazem leituras de imagem, aguçam a percepção, dentre muitas outras coisas. E o melhor, é que fazem tudo isso sem perceber.

Além de ser um ótimo recurso, a ideia de jogo é tão vasta que, de qualquer tema ou obra escolhido para ser trabalhado, é possível criar um joguinho.

Quando trabalhei o famoso e recorrente tema Retratos e Autorretratos, criei dois jogos, dos quais falarei a seguir.

O primeiro deles é sobre as idades da vida.

Xeroquei alguns, dos mais de 100 autorretratos feitos por Rembrandt durante sua vida, e fiz os cartões abaixo.


As crianças tinham que colocar os cartões em ordem cronológica, pensando nas características das pessoas em cada idade. Ao final, elas viam a sequência correta e quantos anos ele tinha em cada autorretrato destes.

Foi  muito interessante ver os aspectos que os chamavam a atenção e os argumentos para distinguir os autorretratos mais jovens dos mais velhos. Toda essa conversa, foi passível de minha intervenção, para instigá-los e orientá-los. Muito bacana.

Neste outro jogo, confeccionei cartões da mesma forma que o anterior, mas aqui, eu selecionei os autorretratos de acordo com categorias recorrentes a esta modalidade artística.


As categorias, no entanto, não foram feitas ao acaso. Me baseei na exposição Olhar e Ser Visto (retratos), ocorrida no Masp, que tratava do tema de forma bem acessível. As categorias eram: O retrato da pompa; O recurso à cena; Retratos Modernos e Desconstrução.

Apesar das imagens terem sido escolhidas mediante tais categorias,  no jogo, as crianças tinham como objetivo principal organizar as imagens por critérios criados por elas mesmas, diante de cerca de 16 imagens.

As aproximações que as crianças fizeram entre as imagens foram inimagináveis, associando cores, formas, tamanhos, vestimentas, expressões entre outros. E, de novo, cada conversa, cada opinião, cada percepção é passível de trocas e intervenção do professor.

Às vezes, ao final da aula, eu dizia quais eram as categorias que eu tinha utilizado para selecionar as imagens. Mas, outras vezes, não achava necessário.

O livro que eu indico é este, o mesmo que eu usei para selecionar as imagens. Como a capa já diz, há 500 autorretratos aí dentro.