Desenvolver atividades de artes com crianças de forma à aproximá-las do universo poético da artista Lygia Clark me parece uma possibilidade rica em experiências.
Ao propor uma arte em que o espectador interage, manipula e modifica a obra, Lygia Clark abriu um diálogo entre arte e corpo, sendo também o corpo o espaço privilegiado para atividades com crianças.
O livro Lygia Clark Linhas Vivas faz parte da coleção Arte à Primeira Vista da Editora Paulinas.
Feito para os pequenos, apresenta textos e imagens adequados à eles.
O livro vem acompanhado de um caderno-ateliê com propostas de atividades. Há, inclusive, uma sugestão de montagem dos Bichos (1963).
Talvez este seja o único material educativo sobre a artista direcionado para crianças, e de ótima qualidade.
O site da Associação Cultural O Mundo de Lygia Clark além de disponibilizar um rico material sobre a artista, como textos escritos por ela, revela um modelo de construção de um bicho (1963) e apresenta algumas propostas para professores, com ideias e sugestões de atividades.
O video abaixo demonstra como fazer as Estruturas de Caixas de Fósforos (1964), e tem uma introdução bem interessante sobre a artista.
Enfim, mãos à obra.
Veja também: http://arteemprocessos.blogspot.com.br/lygia-clark.html
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domingo, 11 de novembro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Pintura no Plástico
Um dia chegou na escola um plástico transparente bem grande. Não sei ao certo o porquê do plástico estar lá mas, assim que o vi, me lembrei de uma das atividades do livo Baby Art.
Utilizar um material transparente como suporte para se fazer pintura me pareceu interessante.
Como não havia uma estrutura parecida como a do livro, dispus o plástico de outra forma. Fiz dele uma parede na qual se podia pintar de ambos os lados.
As crianças, entre 2 e 3 anos, ficaram "quase" enlouquecidas com a dinâmica da aula.
A ideia era que elas, simplesmente, pintassem o plástico. No entanto, a estrutura do suporte ofereceu novas possibilidades de movimento. As crianças deslocaram seus corpos de um lado para o outro, lidaram com o fato do plástico ser continuamente movimentado pelo passar dos pincéis das outras crianças e, pela transparência, podiam ver os amigos que se encontravam do outro lado.
Tudo isso conferiu à atividade uma dinâmica bem agitada e cheia de movimento.
Mas, neste misto entre brincadeira e arte, em nenhum momento elas se mostraram desinteressadas, e os trinta minutos da aula passaram bem rápido.
Utilizar um material transparente como suporte para se fazer pintura me pareceu interessante.
Como não havia uma estrutura parecida como a do livro, dispus o plástico de outra forma. Fiz dele uma parede na qual se podia pintar de ambos os lados.
As crianças, entre 2 e 3 anos, ficaram "quase" enlouquecidas com a dinâmica da aula.
A ideia era que elas, simplesmente, pintassem o plástico. No entanto, a estrutura do suporte ofereceu novas possibilidades de movimento. As crianças deslocaram seus corpos de um lado para o outro, lidaram com o fato do plástico ser continuamente movimentado pelo passar dos pincéis das outras crianças e, pela transparência, podiam ver os amigos que se encontravam do outro lado.
Tudo isso conferiu à atividade uma dinâmica bem agitada e cheia de movimento.
Mas, neste misto entre brincadeira e arte, em nenhum momento elas se mostraram desinteressadas, e os trinta minutos da aula passaram bem rápido.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Teresa Viana e as Possibilidades da Pintura - Exposição
Em outras postagens, falei um pouco da artista Teresa Viana e das atividades desenvolvidas a partir de sua poética.
Agora, mostrarei como ficou a exposição.
Em arte visuais, precisamos propiciar o momento do olhar. Os processos e as atividades são importantíssimos, e a forma de apresentá-los também. Acredito que em exposições promovidas pela escola, sejam elas grandes ou pequenas, os trabalhos tem que ser valorizados e evidenciados pela organização do espaço para, enfim, se fazerem presentes.
Veja também: Teresa Viana - Propostas de Atividades
Teresa Viana - Introdução
Agora, mostrarei como ficou a exposição.
Nesta exposição, não há nada
que não tenha sido produzido pelas crianças e nem atividades complexas, que contassem com a utilização de materiais
caros ou diferentes. Tudo é corriqueiro e cotidiano.
Nesta escola também dispúnhamos de uma grande área livre e de painéis removíveis. Podíamos dispô-los no espaço da forma que julgássemos adequado.
Apesar de contar com tal estrutura, o que me deixou satisfeita nesta mostra foi sua clareza visual.
Em arte visuais, precisamos propiciar o momento do olhar. Os processos e as atividades são importantíssimos, e a forma de apresentá-los também. Acredito que em exposições promovidas pela escola, sejam elas grandes ou pequenas, os trabalhos tem que ser valorizados e evidenciados pela organização do espaço para, enfim, se fazerem presentes.
Veja também: Teresa Viana - Propostas de Atividades
Teresa Viana - Introdução
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Entre o Desenho e a Realidade
Já é sabida a importância do desenho para a criança.
Uma das principais funções do desenho no desenvolvimento infantil é a possibilidade de representação da realidade. Para a criança, o desenho corresponde à sua forma de ver o mundo. Representar o mundo, com suas situações e objetos no papel, é uma maneira de compreender, elaborar e se apropriar dos elementos do dia a dia.
"Quando uma criança veste uma roupa de mãe, admite-se que ela esteja procurando entender o papel da mulher", explica Maria Lúcia Batezat, especialista em Artes Visuais da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc). "No desenho, ocorre a mesma coisa. A diferença é que ela não usa o corpo, mas a visualidade e a motricidade."
Desta forma, algo que está dentro da criança pede passagem para fora. Muitos teóricos caracterizam este processo como um jogo simbólico.
É certo também que certa dose de imaginação permeia estas produções. Como mostrou Henri Wallon (1879-1962) em seu conceito sobre sincretismo, o pensamento da criança se caracteriza pela ausência de diferenciação entre as informações que ela recebe do meio, as experiências pessoais e a fantasia.
Somando todas estas características, o desenho adquire um caráter altamente expressivo, sendo fundamental o reconhecimento de sua importância no cotidiano.
A partir destas ideias, mostro dois trabalhos interessantes. Ambos nos questionam sobre a expressividade presente nos desenhos infantis, sobre a realidade e a fantasia e sobre as relações estabelecidas entre elas.
O artista coreano Yeondoo Jung fez, em 2005, uma série fotográfica chamada Wonderland. Esta série
teve como proposta trazer para a realidade desenhos feitos por criança.

Durante quatro meses, Jung supervisionou aulas de arte em quatro jardins de infância de Seul, e coletou cerca de 1200 desenhos de crianças, entre 5 e 7 anos de idade. Selecionou 17 desenhos, interpretando a mensagem social contida em cada um deles. Depois, recrutou cerca de 60 adolescentes para participarem das fotografias.
Wonderland transforma desenhos em realidade sem o auxílio de programas de computador. Tudo é feito manualmente, como o cenário de um teatro.
A obra de Yeondoo Jung nos coloca diante da realidade, dos hábitos e da cultura de forma fantasiosa, permeados pelos olhos de uma criança.
Ao transformar a situação desenhada em algo real, o conteúdo do desenho se intensifica, tornando-se explícito aos olhos do adulto. A liberdade de expressão presente nos desenhos das crianças nos convida a ver a sociedade e a vida cotidiana de uma maneira nova. Sua estranheza estética, induz ao questionamento e à reflexão.
Outro trabalho que me chamou a atenção foi a produção da Child`s Own Studio. Sua proposta é dar vida aos personagens desenhados pelas crianças, transformado-os em bonecos macios feitos de pano ou pelúcia. Neste processo, o que conta é a originalidade presente em cada desenho e a surpresa ao vê-los fora do papel.
É preciso valorizar, entender e estimular o desenho. Em qualquer idade. Em qualquer lugar.
Para saber mais acesse: http://www.yeondoojung.com
http://www.childsown.com
Uma das principais funções do desenho no desenvolvimento infantil é a possibilidade de representação da realidade. Para a criança, o desenho corresponde à sua forma de ver o mundo. Representar o mundo, com suas situações e objetos no papel, é uma maneira de compreender, elaborar e se apropriar dos elementos do dia a dia.
"Quando uma criança veste uma roupa de mãe, admite-se que ela esteja procurando entender o papel da mulher", explica Maria Lúcia Batezat, especialista em Artes Visuais da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc). "No desenho, ocorre a mesma coisa. A diferença é que ela não usa o corpo, mas a visualidade e a motricidade."
Desta forma, algo que está dentro da criança pede passagem para fora. Muitos teóricos caracterizam este processo como um jogo simbólico.
É certo também que certa dose de imaginação permeia estas produções. Como mostrou Henri Wallon (1879-1962) em seu conceito sobre sincretismo, o pensamento da criança se caracteriza pela ausência de diferenciação entre as informações que ela recebe do meio, as experiências pessoais e a fantasia.
Somando todas estas características, o desenho adquire um caráter altamente expressivo, sendo fundamental o reconhecimento de sua importância no cotidiano.
A partir destas ideias, mostro dois trabalhos interessantes. Ambos nos questionam sobre a expressividade presente nos desenhos infantis, sobre a realidade e a fantasia e sobre as relações estabelecidas entre elas.
O artista coreano Yeondoo Jung fez, em 2005, uma série fotográfica chamada Wonderland. Esta série
teve como proposta trazer para a realidade desenhos feitos por criança.

Durante quatro meses, Jung supervisionou aulas de arte em quatro jardins de infância de Seul, e coletou cerca de 1200 desenhos de crianças, entre 5 e 7 anos de idade. Selecionou 17 desenhos, interpretando a mensagem social contida em cada um deles. Depois, recrutou cerca de 60 adolescentes para participarem das fotografias.
Wonderland transforma desenhos em realidade sem o auxílio de programas de computador. Tudo é feito manualmente, como o cenário de um teatro.
A obra de Yeondoo Jung nos coloca diante da realidade, dos hábitos e da cultura de forma fantasiosa, permeados pelos olhos de uma criança.
Ao transformar a situação desenhada em algo real, o conteúdo do desenho se intensifica, tornando-se explícito aos olhos do adulto. A liberdade de expressão presente nos desenhos das crianças nos convida a ver a sociedade e a vida cotidiana de uma maneira nova. Sua estranheza estética, induz ao questionamento e à reflexão.
Outro trabalho que me chamou a atenção foi a produção da Child`s Own Studio. Sua proposta é dar vida aos personagens desenhados pelas crianças, transformado-os em bonecos macios feitos de pano ou pelúcia. Neste processo, o que conta é a originalidade presente em cada desenho e a surpresa ao vê-los fora do papel.
É preciso valorizar, entender e estimular o desenho. Em qualquer idade. Em qualquer lugar.
Para saber mais acesse: http://www.yeondoojung.com
http://www.childsown.com
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Carimbos de Borracha - por Nathália Pelicho e Raquel Fukuda
A oficina Carimbos de Borracha tinha como objetivo aproximar as crianças do processo artístico da xilogravura, recriando-o na borracha.
Xilogravura é uma palavra de origem grega. Destrinchando-a temos: "xilon", que significa madeira, e "grafos" que significa gravar, escrever. A xilogravura é uma técnica de gravura na qual a madeira é utilizada como matriz, sendo talhada por goivas ou outros instrumentos. A imagem produzida na matriz (madeira) pode ser impressa diversas vezes sobre papel ou outro suporte adequado.
Na oficina, primeiramente, as crianças exploraram seus desenhos, buscando aquele a ser transformado em carimbo.
Após selecionado o desenho, as crianças o refizeram na borracha e a talharam, utilizando goivas como instrumentos.
Xilogravura é uma palavra de origem grega. Destrinchando-a temos: "xilon", que significa madeira, e "grafos" que significa gravar, escrever. A xilogravura é uma técnica de gravura na qual a madeira é utilizada como matriz, sendo talhada por goivas ou outros instrumentos. A imagem produzida na matriz (madeira) pode ser impressa diversas vezes sobre papel ou outro suporte adequado.
Na oficina, primeiramente, as crianças exploraram seus desenhos, buscando aquele a ser transformado em carimbo.
Após selecionado o desenho, as crianças o refizeram na borracha e a talharam, utilizando goivas como instrumentos.
Depois de pronto, era só carimbar.
Esta oficina ocorreu no Sesc Osasco, e foi destinada à pais e filhos.
Nathália Pelicho é Bacharel em Arte Visuais.
Raquel Fukuda é Bacharel em Artes Visuais, trabalha em produtoras de animação 2D e 3D, e é curadora do FILE ANIMA.
Veja também Desenho com Carimbos
domingo, 16 de setembro de 2012
Teresa Viana e as Possibilidades da Pintura - Propostas de Atividades
Após reconhecer no trabalho da artista Teresa Viana um viés, para apresentar as possibilidades da pintura às crianças de 4-5 anos, (ver Teresa Viana e as Possibilidades da Pintura - Introdução) fizemos as seguintes atividades:
Pela percepção das linhas e das cores intensas presentes na obra da artista, fizemos recortes/colagem de papéis coloridos em tamanho gigante. Cada turma que chegava, ia acrescentando recortes de linhas coloridas à colagem.
Fizemos uma pintura sobre tela, buscando a estética observada nas obras. Utilizamos tinta plástica, o que conferia uma viscosidade maior da tinta.
Partindo para as massas, utilizamos massinha de modelar, esticando-a e amassando-a dentro de molduras já prontas. Criou-se assim a percepção da massa como possibilidade presente na arte.
E, fizemos uma massa colorida, misturando farinha, sal, cola, água e tinta guache para, finalmente, chegarmos aos relevos tão presentes nas pinturas da artista.
Depois de prontas as massas, as crianças aplicaram-na em um suporte de madeira branco. Novamente, cada turma que fazia a atividade, ia adicionando suas massas coloridas sobre o suporte, até ela ficar inteiramente revestida.
Dentre tais atividades, as crianças puderam inovar no tamanho e no formato de seus trabalhos, explorar os sentidos tanto visuais quanto táteis, além de ampliarem seu repertório estético.
Todo este processo, resultou numa bela exposição!
Pela percepção das linhas e das cores intensas presentes na obra da artista, fizemos recortes/colagem de papéis coloridos em tamanho gigante. Cada turma que chegava, ia acrescentando recortes de linhas coloridas à colagem.
Fizemos uma pintura sobre tela, buscando a estética observada nas obras. Utilizamos tinta plástica, o que conferia uma viscosidade maior da tinta.
Partindo para as massas, utilizamos massinha de modelar, esticando-a e amassando-a dentro de molduras já prontas. Criou-se assim a percepção da massa como possibilidade presente na arte.
E, fizemos uma massa colorida, misturando farinha, sal, cola, água e tinta guache para, finalmente, chegarmos aos relevos tão presentes nas pinturas da artista.
Depois de prontas as massas, as crianças aplicaram-na em um suporte de madeira branco. Novamente, cada turma que fazia a atividade, ia adicionando suas massas coloridas sobre o suporte, até ela ficar inteiramente revestida.
Dentre tais atividades, as crianças puderam inovar no tamanho e no formato de seus trabalhos, explorar os sentidos tanto visuais quanto táteis, além de ampliarem seu repertório estético.
Todo este processo, resultou numa bela exposição!
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Desenho debaixo da mesa
Arte, corpo e criança formam a tríade fundamental para pensar atividades em arte e educação. Principalmente, no que se destina à Educação Infantil.
Sempre que busco uma proposta diferente, procuro priorizar este aspecto, essa união do corpo com o fazer artístico. Atualmente, encontramos diversos livros e autores que enfatizam este olhar.
Anna Marie Holm já nos disse isso no livro Baby Art e Stela Barbieri nos reafirma essa união no livro Interações: Onde está a arte na infância?, de onde extraí este parágrafo:
"Na arte contemporânea existe um espaço privilegiado para se discutir as questões relativas ao corpo. Muitas obras utilizam o corpo do artista e a percepção corpórea do espectador como partes de sua constituição. O corpo também é espaço privilegiado para as crianças pequenas. Para elas, nada é mais natural do que experimentá-lo. É comum que queiram passar por lugares bem estreitinhos; se desafiar no espaço, experimentar seu corpo de outro jeito - as aulas de artes podem se tornar um espaço de experimentação."
E é impressionante como atividades como essas dão certo, e as crianças, realmente aproveitam.
Um dia, propus às crianças que fizéssemos desenhos debaixo da mesa. Exatamente lá, naquele lugar muitas vezes proibido.
Coloquei papéis debaixo da mesa de forma bem simples, grudando-os com fita crepe.
Sempre que busco uma proposta diferente, procuro priorizar este aspecto, essa união do corpo com o fazer artístico. Atualmente, encontramos diversos livros e autores que enfatizam este olhar.
Anna Marie Holm já nos disse isso no livro Baby Art e Stela Barbieri nos reafirma essa união no livro Interações: Onde está a arte na infância?, de onde extraí este parágrafo:"Na arte contemporânea existe um espaço privilegiado para se discutir as questões relativas ao corpo. Muitas obras utilizam o corpo do artista e a percepção corpórea do espectador como partes de sua constituição. O corpo também é espaço privilegiado para as crianças pequenas. Para elas, nada é mais natural do que experimentá-lo. É comum que queiram passar por lugares bem estreitinhos; se desafiar no espaço, experimentar seu corpo de outro jeito - as aulas de artes podem se tornar um espaço de experimentação."
E é impressionante como atividades como essas dão certo, e as crianças, realmente aproveitam.
Um dia, propus às crianças que fizéssemos desenhos debaixo da mesa. Exatamente lá, naquele lugar muitas vezes proibido.
Coloquei papéis debaixo da mesa de forma bem simples, grudando-os com fita crepe.
Depois, explicava a elas o local aonde estavam os papéis, para desenhar daquele dia. Elas já se animavam. Em algumas salas, nas quais as crianças não haviam me visto preparar a atividade, eu as instiguei a procurar os papéis pela sala. Elas nem desconfiaram que poderia estar debaixo da mesa.
Enfim, com um material bem simples, começou a atividade.
Com exceção de bem poucos, todos se animaram em ficar debaixo da mesa, desenhando.
Para uns, o movimento era constante. Sai de uma mesa, troca de giz, entra em outra etc. Já outros, adoraram a possibilidade de desenhar deitado.
E, como professor também tem que participar, lá fui eu também pra debaixo da mesa.
Parece
que lá embaixo tudo muda. Todos estão deitados. Você só vê seus
rostinhos interessados nos seus desenhos, pedindo outros, gostando de
estar lá.
Adorei e recomendo.
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